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Subculturas: Scene Kids

Olá, Trashers! Cá estou eu de volta trazendo uma supermatéria recém-saída do forno! Como aqui no TH os leitores mandam mais do que qualquer um, seguiremos novamente a enquete e continuaremos falando sobre os Scene Kids.

Sabe, há algum tempo atrás, quando me interessei pesquisar sobre Scene, me surpreendi por não ser capaz de encontrar uma só materiazinha decente e esclarecedora sobre eles, em português, na Web. Acho que vocês também devem ter passado mal tentando achar uma coisa e outra, não é? Pois, então. A maior parte dos bons artigos (não que hajam muitos!) estão escritos em inglês. Sabendo que nem todos os nossos leitores possuem fluência nesse idioma, a dupla dinâmica aqui do TRASHY help pôs mãos à obra:


Scene Kids? WTF?

Não tem jeito: todo mundo já ouviu falar deles. O Scene é uma subcultura intensamente popular entre os jovens do Reino Unido, Austrália, Argentina, Estados Unidos e, hoje, cresce cada vez mais em todo o mundo. Os jovens influenciados por esta subcultura e podem ser conhecidos como Scene Kids, Scene-agers, Scenesters ou simplesmente Scene. Costumam freqüentar cafeterias famosas, shopping centers e, como o próprio nome resumidamente sugere, shows de música.
Os Scenesters, à primeira vista, podem ser identificados pelo visual... er... extravagante. Foram parcialmente influenciados pelo Punk Rock, Indie, Gothic, Emocore, Hardcore, “Visual Kei”, Hard Rock... sim, tem um pouco de tudo, meldels! :D
Porém, entre todos, o Hard Rock e anos 80 podem ser o que mais se destacam em questão de influência visual dos Scene Kids. Tem estampa de leopardo e zebra, jeans skinny fluorescente, jóias de plástico, cabelos desfiados e eriçados com laquê e muito, mas muito mais.
A moda nos anos 80 ficou conhecida, em parte, pelas cores vibrantes, os cabelos multi-coloridos e cheios, o abuso de acessórios e extravagância. Muita extravagância.
As camisetas (de cores fluorescentes – ou não) quase sempre traziam frases em letras enormes – vide a banda Frankie Goes To Hollywood, que popularizou suas camisetas promocionais pelos dizeres “Frankie Says:” (“Frankie diz:”) junto de alguma frase de impacto. Os Scene resgatam muitas coisas dessa década, usando estampas com letras grandes e frases aleatórias ou até mesmo de desenhos animados, videogames, bandas e filmes que relembrem os anos 80. Ao mesmo tempo, os Scenesters costumam ser totalmente conectados ao presente: são ligados à internet, principalmente à lojas online ou sites de relacionamento como Myspace, Youtube, Buzznet ou Orkut – onde são muito populares – também abusam dos aparelhos eletrônicos como notebooks, videogames, celulares, câmeras e etc.
A subcultura Scene é muitas vezes associada ao uso de drogas (sejam lícitas ou ilícitas) – especialmente álcool e maconha. No entanto, muitas pessoas que se identificam como Scene são Straight Edge: não fumam, bebem ou se drogam — e grande parte destes é vegetariana.

A Galera da Cena

Sim, essa é uma das minhas traduções favoritas para “Scene Kids”. “Scene”, na língua inglesa, significa “Cena”. Mas, espera um pouco: que tipo de cena seria esta?
Eu explico:
“Fazer parte da cena” significa, em resumo, engajar-se; ou, pra usar uma palavra melhor: enturmar-se em algum tipo de atividade. Para fazer parte da cena musical – um exemplo, já que existem muitas outras 'cenas' - você deverá freqüentar lugares como shows de música, encontros, ou qualquer outro tipo de local onde a música se manifesta. Este é um modo de conhecer pessoas, bandas, ou qualquer coisa relacionada à música.
Já “Kids” causa uma certa confusão na hora de ser traduzido. No sentido literal, “Kids” significa “criança, pirralho, moleque”; mas também é uma forma que os músicos têm para se referir aos jovens – a molecada que freqüenta a cena.
Estou dando tooooda essa aula chatíssima de inglês porque, por diversas vezes, encontrei traduções erradíssimas, - macabras, até, eu diria - para “Kids”.
É sério, galere. Alguns tiveram cara-de-pau suficiente para traduzir “Scene Kids” como “Cena de Criança”! Aham, Cláudia, senta lá.
Certamente essas pessoas não falam inglês e usaram nosso querido tradutor online, o Babelfish, do Yahoo! - conhecidíssimo por traduzir mal, transformando frases como “Hello, my dear fans” (Olá, meus queridos fãs”) para “Olá, meus caros ventiladores”. Duvidam? Então façam o teste aqui, ahahaha: http://br.babelfish.yahoo.com/translate_txt :D

Online

Scenesters são incrivelmente ativos em redes sociais como Myspace, Buzznet, Twitter e Youtube. Eles ganham fama por sua criatividade na arte da fotografia, moda, música e etc.


Costumam usar palavras como “rawr”, “xoxo”, “rad”, “yarr” quando conversam online e também e duplicam o último caractere da palavra, como, por exemplo em “babyy”, “heyy' ou “:]]”. Por muitas vezes, abreviam uma frase trocando-as por siglas: “Be right back”(Já volto!) seria “Brb” ou, “As soon as possible” (o mais breve possível) seria ASAP.

Música

Scene Kids costumam ouvir Grindcore, Screamo, HxC, Deathcore, Nintendocore, Techno/trance e até mesmo Hard Rock. Os artistas mais famosos da cena atual são: Bring Me The Horizon (banda do “Scene King” Oliver Sykes - ao lado), From Fist to Last, Millionaires, Uffie, Jeffree Star, Brokencyde, Breathe Carolina, Boys Like Girls, Avenged Sevenfold, Escape the Fate, Le Disko, The Medic Droid, Bless the fall, 3oh!3, Alesana, Bullet For My Valentine, Eyes Set To Kill, 51. Nevershoutnever!, Silverstein, The Sound of Animals Fighting e Drop Dead, Gorgeous - entre muitos outros. Você pode encontrar todos esses artistas na TRASHY Radio, bem ao lado deste post.

Scene Queens e Scene Kings

Scene Queens são as “Rainhas da Cena”, bem como Scene Kings são os “Reis da Cena”. O termo se refere aos Scenesters que conseguiram algum destaque na cena, ou por ser um modelo famoso, estilista, músico, fotógrafo e etc.

Algumas das mais famosas Scene Queens são: Audrey Kitching, Brittany Kramer, Brookelle Bones, Anita K, Atilla, Lexi Lush, Kiki Kannibal, Dakota Rose, Alaina Beaton, Lexi Lush, Hillary Haywire, Jesse Cupcake, Heather Beather, Vanna Venom, Kolbi Jean, Dani Gore, Hanna Beth, Jac Vanek, Jeffree Star*, Izzy Hilton**, Raquel Reed, Hannie Dropkick, Melissa Marie, e Zui Suicide.

Scene Kings que se destacam: Andy Sixx, Alex Mckee, Brandon Killen, Corey Pattakos, Dahvie Vanity, Dannie Moo, Randy Romance, Colton Davis, Trace Cyrus, Dustin Von Scott, Oliver Sykes, Fabian Infamous, George Boleyn, Jordan Reece Bethell, Luke Nugent, Kaiden Blake, Sam Llansing, Virgil Venom, Chris Dakota, Brian Jameson, Jon Lee, Anthony Antcakes, Paul Griffiths, Clint Catalyst, John Hock e Matthew Lush.

Apenas um resuminho sobre Scene Queens e Kings, pois, em breve, teremos um post somente para eles :)


Glossário:
Subcultura - São pequenos grupos ou uma cultura não totalmente desenvolvida que preserva as mesmas idéias relacionadas à estética, música, religião, política - entre outros assuntos. A subcultura pode se destacar devido à idade de seus integrantes, ou por sua etnia, classe e/ou gênero.
Straight Edge (SxE): É um modo de vida associado a música Punk/Hardcore. Ele defende a total abstinência em relação ao tabaco, álcool e as chamadas drogas ilícitas. Algumas pessoas tendem a associá-lo a vida sexual regrada, sem promiscuidade, mas isto não faz parte do foco inicial e estes pregam o sexo pelo amor.
HxC: Um modo abreviado de se escrever “Hardcore”.
Nintendocore (ou NEScore): Gênero musical inspirado em trilhas sonoras de jogos 8-bit, na maioria das vezes, relacionados ao Nintendo Entertainment System (NES). É um misto da força do hardcore com os teclados análogos às músicas dos antigos jogos.



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Por hoje é só, trashers! Eu adorei escrever essa matéria, apesar de ter me dado um pouco de dor de cabeça na hora de escolher quais eram as coisas mais importantes para se falar. No entanto, esta não sera a última vez que falaremos de SK aqui no TRASHY help: muito em breve, teremos posts somente sobre Scene Queens e Scene Kings; roupas e acessórios que costumam usar e muito mais :)

Até a próxima!
Jack Moore

Subcuturas: Scene Kid ou From UK?


Depois de algum tempo sem atualizar o TH, mas atendendo à enquete, eis um post sobre Scene Kids e From UK. O texto é relativamente antigo, e o resgatei do meu antigo blog, já que muitas pessoas andaram me perguntando sobre ele.

Enfim, vamos ao post:

Scene Kid ou From UK?

Essa pergunta é daquelas que causam alarde, já notaram? Por isso resolvi explorá-la, sob meu ponto de vista, obviamente.

Todos os que me conhecem sabem que costumo utilizar o termo Scene Kid para, digamos assim, rotular ou exemplificar uma parte da minha aparência. O que muitos questionam, por outro lado, é o por quê de eu não me pronunciar como From UK (embora eu não goste de me pronunciar como nada além de THAI Cappuccine, bjs). Os motivos são claros, porém, às vezes, conflitantes, e vêm à seguir:

Primeira e indiscutivelmente, From UK é um termo pejorativo. Isso mesmo, pe-jo-ra-ti-vo, degradante, tudo-de-ruim, etc.

Como assim, Bial? Pois bem, vamos começar do início.

Toda essa história começou com os EMOS norte-americanos e, como todos nós sabemos, eles erguiam a bandeira britânica em suas roupas, acessórios e cores. Outro fato que temos conhecimento é que eles, os emos, sempre foram e sempre serão odiados em qualquer canto do mundo. Então eu adiciono um fato crucial: quem teve a dignidade de dedicar atenção a alguma aula de História ou observar o que é dito nos Estados Unidos, sabe (com certeza sabe, vai por mim) que existe uma aversão entre Reino Unido e Estados Unidos. Sério, cara, existe.
Norte-americanos são superpatriotas, não são? Emos são super odiados, não são? E o que vocês me dizem, agora, de um Emo wannabe britânico, nos Estados Unidos da América? Motivo de piada e assassinato, no mínimo. Saia de perto quando vir algum.
Agora surgem os Scene Kids, que, segundo muitas fontes, são uma evolução dos emos. Eu não sou o tipo de sujeito que rotula dessa forma, já que existem pessoas e pessoas, porém não podemos negar que muitos, outrora emos, abandonaram as pulseiras e cordões de bolinhas e as franjas em cabelos lambidos, para adotarem os cabelos armados por laquê, os óculos retrô e os pingentes da Hello Kitty ou do Gloomy Bear (eu tenho um, que maravilha HSUHAIE). Estes simplesmente evoluíram, podemos dizer assim, e levaram consigo a herança satírica a respeito da aspiração à britânico – até porque muitos ainda continuam com a bandeira erguida (pegou mal, mas nem to ligando. A bandeira não é minha, mesmo).

Para resumir, os Scene Kids surgiram para fazer a cena alternativa, como o próprio nome já sugere. Muitas barreiras foram quebradas por eles, que abandonaram a moda do cabelo liso pranchado (algo que constitui o padrão de beleza mundial) e investiram no passado, fundindo-o ao futuro. A moda dos anos 80 foi resgatada, exibindo as calças skinny, as cores e maquiagens berrantes (vide Cyndi Lauper), os óculos enormes e muito do bom e velho Hard Rock, em suas estampas de zebra, onça e, não poderiam faltar, os cabelos repicados e armados.

Vocês não acham que faz muito mais sentido chamar essa galere de Scene KIDS, os que fazem a cena, do que de From UK, os que simplesmente querem ser britânicos?
Pois é assim que eu penso. Aconteça o que acontecer, From UK permanecerá um termo sarcástico e maldoso, que faz alusão à pessoas sem conteúdo e mentalmente atrasadas. É como um apelido filho da mãe que a gente recebe na escola e que acaba pegando, mas que não gostamos meeesmo.
Eu, ao menos, não curto esse pseudônimo e acho muito mais profundo ser chamada de Scene KID à From UK, ainda que, como disse, prefiro ser apenas a THAI Cappuccine. Decerto, cabe a cada um saber a que se adequar e o que é certo, errado, feio ou bonito.

Não compreendo como existem pessoas tão adeptas ao From UK, criando sub-vertentes, assinando aqui ou ali, no entanto sem conhecer o histórico ou se envergonhar por tudo isso. Certo que existe o livre arbítrio, mas eu aposto com qualquer um que esses sujeitos sequer sabem o que estão afirmando.

No fim das contas, tudo isso (sim, tuuudo isso) não passa de títulos, apelidos, e, pelo amor da sanidade, ninguém aqui é veneno para precisar ter rótulo ou um "vide-bula" nas costas. Sejamos nós mesmos a todo o tempo, porque, no fim da história, é apenas isso o que conta. Influências todo mundo tem (eu, por exemplo, adoro a Coco Chanel, a Kat von D e a Audrey Kitching, HAHAHA), mas que não façamos delas nossos objetivos pessoais e que sigamos nossa personalidade, adoremos nossa aparência e nos amemos como somos.

Scene KID ou From UK? Be yourself e se jogue!
Beeeeeijo,
THAI Cappuccine.

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